Como apresentar a essência do Cristianismo.

Como um teólogo e cristão deve apresentar ao mundo a essência do cristianismo.

Palavras chaves: teologia, cristianismo, vida.

CristianismoPara muita gente, religioso e não religioso, o Cristianismo não passa de um sistema ou organização religiosa, teológico e dogmático, porém o cristianismo é Vida (vi-tale) e dever ser apresentado como tal para ser aceito. Dogmas e moral (certo e errado) precisam ser vitais, existenciais, sobre pena de não prejudicar a fé simples. Não há e não pode haver cristianismo que não seja vital (vida), pois o caminho que a Ele conduz é o caminho da graça, portanto, da vida divina, ou seja, da comunhão com Deus. 

Esta é a razão pela qual o Cristianismo não pode ser comparado a uma filosofia, mas uma religião (Religar)

Ser Cristão é viver interiormente em estado de união com Deus. Convidar alguém para o Cristianismo não é dar-lhes golpes de “judô teológico”, que o obrigaria a deitar-se no “tatame da fé” e a pedir água, rendendo-se a força irresistível de argumentos hábeis teológicos ou astuciosos (racional ou teológico).

Convidar alguém ao Cristianismo é oferecer o próprio Cristo e, por Ele, uma vida de estreita união com Deus e nunca a uma compreensão e aceitação dos dogmas.

Louis Bouyer diz o seguinte: “… não há vida cristã que não seja primeiro vida interior, vida espiritual, vida de doação íntima e recíproca entre a alma e Deus em Cristo” (LOUIS BOUYER. 1965, p. 532)

O cristianismo não pode ser um código rígido e áspero, mais um caminho que conduz à Cristo.

O Cristianismo é vida, e não um sistema filosófico, teológico ou religioso. Devemos aceita-lo e pregarmos como uma moral do caminho do amor, da união, da vida e, portanto, da graça e não uma simples enumeração de atos a não serem cometidos, de pecados a evitar.

O Evangelho não pode ser escondido atrás de conceitos e do véu abstratos, mal compreendidos pela teologia, mas precisa ser vital, diríamos na verdade, existencial ou então, deixa de ter sua razão de existir.

Este ponto é muito negligenciado pela teologia atual que tem transformado a fé em um sistema de ideias racional e o Cristianismo num modo de vida conveniente para si.

É sempre grande o perigo de se transformar o Cristo e sua palavra, em um complicado jogo de dogmas com base em um jogo cerebral. A grandiosa tarefa de exprimir o indizível (Deus), em idéias e conceitos e palavras do que é o Cristo e o Cristianismo e, porque não dizer, uma tarefa perigosa, uma vez que todas as vezes que formulamos uma “tese” ou verbalizamos o indizível o reduzimos a conceitos mal compreendidos por nós mesmos.

Resumindo assim, os dogmas teológicos parecem traduzir uma coleção de respostas e um conjunto de problemas, como disse alguém, mas perderam o pé: não estão mais falando de vida. Constitui sim, um conjunto brilhante de “razão raciocinada” da qual podemos falar de um racionalismo teológico.

Sem querer condenar toda teologia, queremos apenas indicar um desvio freqüente, conseqüência natural da dificuldade inerente a todo trabalho teológico que desfigura o Cristianismo num sistema racional.

O teólogo deve conduzir o amor à Deus, revelando o amor de Deus para viver no amor de Deus: essência do Cristianismo.

16/12/12

Paulo Filoteus

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