ATEÍSMO: Um assunto necessário na formação de líderes

O Ateísmo de Estado é a promoção oficial do ateísmo por um governo, muitas vezes combinado com supressão coercitiva da liberdade religiosa e anticlericalismo estatal ativo. A rejeição de todas as formas de religião por um Estado em favor do ateísmo, vem habitualmente acompanhada pela supressão da liberdade de expressão e religiosa. Normalmente apenas os governos autointitulados comunistas procuraram promover o ateísmo como uma lei pública, de acordo com a doutrina do materialismo dialéticomarxista. Estados ateus foram implementados nos países comunistas da antiga União SoviéticaChina comunista, Albânia comunista, Afeganistão comunista, Coreia do Norte e Mongólia comunista. O ateísmo nestes países inclui uma oposição ativa contra a religião, e perseguição de instituições religiosas, líderes e fiéis. A União Soviética teve êxito social em proclamar o ateísmo e discriminar igrejas, essa atitude foi especialmente observada sob Stalin. A União Soviética tentou impor o ateísmo em vastas áreas da sua influência, incluindo locais como a Ásia Central. A Albânia comunista sob Enver Hoxha chegou a proibir oficialmente a prática de qualquer religião.

Nas escolas e universidades, alguns “professores de filosofia”, colocam em dúvida a fé de cristãos iniciados (novos), estes, por não saberem o que responder, se calam diante de chacotas e insultos que mais beira a ignorância de quem zomba e, alguns irmãos se sentem envergonhados por não saber defender sua fé.
Em primeiro lugar, um “professores de filosofia” que se preze, deveria saber que a Filosofia não lida com verdades fundamentais e, acima de tudo, ela defende a ética e respeita a alteridade. Sendo assim, cabe a este respeitar a fé alheia, uma vez que a filosofia não prega o ateísmo (sendo algo particular da pessoa) e, também ninguém é obrigado a confiar no “deus” chamado “razão”.
Defendo que tal questão deva ser abordada nas escolas teológicas, mas que infelizmente, os argumentos apresentados no meio teológico, são insuficiente diante da filosofia ateísta.

Existem pelo menos dois tipos de ateus:
1) A primeira manifestação ateísta veio de um movimento que rejeitavam a igreja como representante de Deus (fim da idade média). Este movimento não negava a existência de Deus, mas retrucava a autoridade da igreja que se colocava como o “representantes legal de Deus na terra”.

A igreja, por sua vez, os taxou de ateus (povo sem fé em Deus) o que virou moda ser chamado de ateu qualquer um que se colocasse contra a Igreja.
2) Depois veio os “ateus modernos” que, mesmo sem entender, aderiram a crença da não existência de Deus, depois de um movimento chamado de “A morte de Deus”, tomando alguns chavões de filósofos e formadores de senso comum (pessoas de influência na sociedade).

Hoje, o que temos de real ateísmo, parece ser mais um desejo por respostas que não encontram nas religiões. E, (me digam se estou errado) este ateísmo, parece se encontrar dentro das igrejas, que inconformados das respostas evasivas, como, “as coisas ocultas são para o Senhor” e, de “aleluia” acompanhado de amém, sem nenhum entendimento, encerram o assunto.
Hoje, promovo e incentivo cursos e palestras, gratuitamente, que abordam a questão: “Como responder aos professores de filosofia sobre as provas da existência de Deus”, destinados ao povo leigo e jovens evangélicos, que trazem consigo tais questões.

O tema é complexo pois exige não apenas formar argumentos com chavões que o jovem deve sair repetindo, mas aborda compreensões, como: do que é uma prova científica; o que é um fundamento e compreensão bíblica; os argumentos contra e a favor da existência de Deus na filosofia, mas em especial, as provas em Agostinho (filósofo e teólogo) etc.
Em resumo, tanto o ateus, como cristãos, trazem consigo questões pertinentes a sua alma. Um, por não conhecer, a tenta excluir-la de si, o outro, por defender nas escuras, a tenta reafirmá-la pelo dogma.
É um grande desafio que leva a uma satisfação de poder responder com segurança a razão de nossa esperança.
Que Deus desperte este importante trabalho nas igrejas e nas escolas teológicas.

São Paulo, 10/11/12

Paulo Filoteus

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